Condomínio custa 35% do aluguel - Sunday, May 15, 2011

Levantamento do Secovi mostra que, em casos de prédios pequenos ou clubes de morar, taxa pode ultrapassar 50% do valor da locação

 

As taxas de condomínio em Curitiba custam, em mé­­dia, entre 30% e 35% do valor do aluguel pago pe­­los inquilinos. É o que aponta um levantamento do Sindicato de Ha­­bitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). Há casos, no entanto, nos quais o valor chega a até 50%. Casos como este ocorrem por diferentes situações, como edifícios com poucos apartamentos e muitos gastos com serviços – portanto o rateio é feito entre menos pessoas – ou em quanto em grandes condomínios, com amplas áreas de lazer, como acontece nos chamados “clu­­bes de morar”.

Em raríssimos casos essa média é extrapolada, como no caso da gerente comercial Angela Cristina Horst, que paga 70% do valor do aluguel em taxa de condomínio. O edifício onde mora com os dois filhos, no Centro da capital, tem portaria 24 horas e três elevadores para atender moradores de 150 apartamentos. “Pago R$ 380 de condomínio e mais R$ 540 de aluguel (R$ 920 no total). Não temos nem garagem ou salão de festas que justifique este valor. A alegação é despesas de anos anteriores”, reclama a moradora.

Justamente por causa disso, An­­gela procura, há duas semanas, um novo local para morar. Ela dá preferência à região por causa da escola dos filhos e do emprego, assim pode cumprir com os compromissos sem gastar com transporte e conseguir pagar a moradia. “Encontrei alguns apartamentos com melhores condições de pagamento e que oferece o mesmo que o atual.”

 

Abaixo da média

Muito serviço, mas pouco custo

No edifício onde mora o administrador de empresas Carlos Eduardo Contar, no bairro Batel, a taxa de condomínio fica abaixo da média de 30%, em relação ao preço do aluguel, apontada pelo Secovi-PR. O valor cobrado é de R$ 600 – o aluguel custa na faixa de R$ 3,5 mil. “É um valor condizente com o que é oferecida. Enquanto procurava um local para morar, há três anos, encontrei prédios no mesmo bairro que cobravam R$ 1 mil e não tinham a mesma estrutura”, comenta Contar. O residencial tem um edifício de 17 andares, com apartamentos de quatro dormitórios, e portaria 24 horas com três porteiros fazendo o revezamento. Os moradores têm direito a área de lazer com quadra poliesportiva, salão de festas, churrasqueira e salão de jogos. Mas o valor deve subir nos próximos meses, em consequência de obras de melhoria que serão realizadas no local. “Acreditamos que o preço do condomínio ficará cerca de 30% mais caro.”

 

Serviços

Diferentemente do que ocorre no edifício onde Angela mora, quanto mais serviços o condomínio necessitar, maior será a taxa mensal a ser paga pelo inquilino. E o que mais pesa no momento de definir a tarifa condominial, de acordo com os administradores, é a segurança. O vice-presidente de locação do Secovi-PR, Luiz Valdir Nardelli, em edifícios que contratam portaria 24 horas, que demanda a presença de pelo menos três funcionários, o preço do condomínio vai às alturas. “O valor deste serviço é muito elevado para fins de semana e período da madrugada. Se for para um prédio com poucos apartamentos, será um custo muito grande.”

Optar por serviços eletrônicos de segurança, como portaria com sensores e códigos exclusivos, é uma maneira de diminuir a taxa final do condomínio, sugere Nardelli. A redução gira em torno de 15%. “Funciona principalmente no caso de residenciais pequenos.” Mas a redução de custos também passa pela responsabilidade de cada morador. É fundamental que tenham consciência de que não devem passar suas senhas de abertura do portão a todos que o visitam, diz ele. “Tem a desvantagem de ter de abrir pessoalmente para liberar a entrada, mas é ga­­rantia de segurança. Do contrário, a medida não vai adianta.”

Investimentos valorizaram aluguéis no Portão em 30%

Os proprietários de imóveis nas imediações do bairro Portão, na Região Sul de Curitiba, tiveram um ganho de cerca de 30% nas locações nos últimos três anos. Investi­men­tos feitos em dois shoppings, em qua­­­dras vizinhas – Palladium e To­­tal – e melhorias em vias públicas, como a Avenida Wen­­ceslau Brás, com alto grau de construções e rico comércio, modificaram o perfil da área. “Basta ver a quan­­tidade de lançamentos. Mui­­tos condomínios-clubes, que valorizam a região”, avalia a coordenadora de locação da Rede Imóveis, que reúne 12 imobiliárias, Marise Hartmann. No bairro, apartamentos de 2 e 3 quartos têm aluguel em torno de R$ 900, com taxa condominial de até R$ 300.

Mas a média ainda não chega ao que é verificado em locais considerados nobres, como é Bigorrilho, Água Verde e Batel. Nestes bairros, a média do aluguel de apartamentos de 2 e 3 quartos chega aos quatro dígitos, segundo levantamento da Rede Imóveis. “No Batel, unidades com estas características saem em uma faixa de R$ 1,5 mil e o inquilino paga cotas de condomínio de R$ 350 a R$ 400, incluindo todas as taxas.”

O que não significa que não se encontre preços mais competitivos na mesma região. “É relativo. Cada bairro tem sua região nobre”, pondera a gerente de atendimento da Gonzaga, Lucia Shaicoski. O bairro Boa Vista, exemplifica, tem suas regiões nobres e lugares com vários grandes residenciais onde o aluguel custa R$ 600, com taxa de condomínio em torno de R$ 200.

Qualidade

Outro fator determinante é a conservação e qualidade de materiais dentro do imóvel, aponta Marise. O ideal é que o inquilino também avalie o preço total (condomínio + aluguel) do que está contratando. “Anos atrás, ter carpete era importante. Hoje os clientes preferem pisos frios. Por este tipo de detalhe, posso ter R$ 200 de diferença na locação de apartamentos no mesmo edifício, mas com a mesma tarifa de condomínio para todos”, diz.

Entenda

O preço da locação é definido pelo metro quadrado, conforme divulgação do Secovi com base em diversos índices. Varia entre R$ 6 e R$ 18, dependendo da região e das características do imóvel, afirma Lucia Shaicoski, da Gonzaga. Mas nem sempre é possível seguir a regra. Segundo Lucia, há três anos o metro quadrado do Portão custava R$ 6 e a locação de um apartamento de 118 metros quadrados, por exemplo, saía por R$ 750. “Hoje a mesma área está em torno de R$ 10. Mas não posso aplicar esse total, tenho de baixar para R$ 8 para conseguir locar. Por R$ 1,5 mil o inquilino prefere áreas mais nobres.”

 
Aluguel direto com o proprietário é viável? - Wednesday, May 04, 2011

Alugar um imóvel pode ser uma excelente opção de renda extra. Porém, muitos proprietários mostram-se receosos quanto aos possíveis problemas que possam acontecer. Mesmo parecendo uma opção mais prática, locar por conta própria nem sempre é mais vantajoso.
Segundo a diretora Marilia Gonzaga, da Gonzaga Administradora de Imóveis nem sempre a economia nestes casos é sinal positivo. "Quando se abre a porta da sua casa para uma pessoa desconhecida morar é preciso tomar algumas pracauções. O mesmo zelo que temos em emprestar um carro devemos ter em emprestar uma casa. E esta segurança pode ser obtida com um com a consultoria de profissionais", diz.
Uma administradora de imóveis, por seu conjunto de profissionais e experiência, pode oferecer algumas garantias ao proprietário que ele não teria se fizesse negócio por conta própria. Uma imobiliária pode manter um banco de dados de inquilinos, dar garantias de pagamento pontual e, principalmente, um contrato desenvolvido com base na Lei do Inquilinato. "Um contrato bem elaborado pode evitar muitos transtornos e prejúizos", dia Marilia.
Tanto para o proprietário  quanto para o inquilino, ter um contrato intermediado por uma empresa especializada traz tranquilidade antes, durante e após a locação. Porém, é preciso ter alguns cuidados para escolher a administradora de imóveis.
Uma boa dica para escolher a melhor administradora é conhecer pessoalmente sua equipe, verificar quanto tempo de mercado ela tem e, inclusive, conversar com alguns de seus clientes. É muito comum que proprietários satisfeitos indiquem empresas sérias neste ramo, que é baseado fortemente na confiança mútua.

 
 

 
Matriz - R. 7 de setembro, 3695
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